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20:53

Um dia especial! - um conto... um encontro... uma história!

Tomar banho ouvindo Lorde cantando - Royals -  é no mínimo excitante. Depois de um dia estressante de trabalho onde sua chefe frustrada resolve descontar suas iras em você que esta sempre com um sorriso no rosto independente do que for, é foda. Não, não é, por que se fosse era muito bom, é uma merda mesmo.
Duna é meu nome e estou completando 27 aninhos hoje - ebaaa. Pois é, são alguns anos de uma vida que eu espero ser longa. Tenho mil planos, mil sonhos e desejos que faço questão de realizar.
Não sou muito apegada as pessoas, minha mãe morreu quando eu ainda era uma adolescente de infarto e isso marcou-me demais, minha adorada mãe. Um exemplo de pessoa, de mulher e de ser humano para mim. Passei então a morar com meu pai, mas não por muito tempo. Logo em seguida a morte de minha mãe ele casou novamente, se juntou com uma mulher mais velha que ele uns 9 anos. Na verdade era tudo que ele precisava, ela é rica e bonitona, e ele um sem vergonha de um gigolô que fez minha mãe trabalhar por toda a sua vida pra bancar a casa, a mim e os caprichos dele. Para ele foi a melhor de todas as alternativas. E eu tive que engolir isso por um tempo. Ela, a tal mulher que nem me lembro o nome não era má para mim, na verdade não nos falávamos e pouco nos cruzávamos, eu vivia no meu quarto então nunca fui um estorvo.
Assim que completei 18 anos peguei meu rumo e fui a luta, já estava cursando o primeiro ano da faculdade de letras e já trabalhava como auxiliar pedagógica em uma escola. Depois do dia em que sai de casa sem dar tchau ou mesmo olhar para trás vi meu pai apenas mais 3 vezes, duas delas em velórios e uma no advogado que cuidou a divisão do bem que minha mãe nos deixou, a sua casa tão batalhada e conquistada. Lembro que dirigi a palavra uma única vez a ele, quando ele disse:
- Bom, vou aproveitar essa grana pra trocar de carro e comprar uma moto.
Olhei bem para ele, aqueles olhos da cor dos meus, mas tão inexpressivos, todo engomadinho, cheio de sí e disse.
- Faça bom proveito do que minha mãe conquistou. Ela sempre me ensinou a dar sem esperar nada em troca, e foi exatamente isso que aconteceu. Ela deu de tudo a você, e você nada deu a ela, e pior ainda, tirou. Graças aos céus que ela não esta aqui para presenciar a tristeza de ver a metade de tudo que ela batalhou muito para conquistar indo para as mãos de um gigolô barato.
Não esperei resposta, disse ao meu advogado que tomasse todas a providencias e depois me informasse. Coloquei meus óculos escuros para esconder minhas lágrimas de raiva e sai porta a fora sem dizer "adeus".
Fiquei alguns dias chocada e saudosa da minha mãe, mas nada que um dia cheio de trabalho não resolva. Nessa época já trabalhava na Editora TAL, uma editora modesta, mas que já estava conquistando seu lugar no espaço, tanto que hoje é uma das mais conceituadas do mercado.
Tita Lia é a dona da editora que começou apenas para divulgar seus trabalhos e com o passar do tempo tornou-se grandiosa e movimentada, com seus escritores bombando no mercado literário. O problema dela é que esse ser é instável, não sabe se quer a noite ou o dia e exige que eu, que sou sua funcionária mais próxima, adivinhe suas vontades, eu mereço né? Mas quero esquecer disso, pelo menos hoje, é meu aniversário!
Terminei meu banho dançando ao som de Beyoncé, cantando quando sabia e brincando com as letras quando entendia. Estava feliz, apesar de tudo. Moro sozinha em meu apartamento de um quarto. Não é uma kit, pois as peças são todas divididas é apenas pequenino e perfeito para mim. Não costumo ter muitas pessoas me visitando, sou daquelas que tem poucos amigos.  Digo que tenho poucos, mas que são os melhores, pois sabem respeitar meu espaço e meu jeito reservado de ser. Tenho a Barby e a Julia, que são amigas de sempre de tudo. As duas já estão encaminhadas em suas vidas. A Julia é casada e tem uma filha linda que chamamos carinhosamente de Duda. tem uma vida pacata e feliz ao lado do Eduardo. Já  Barby é noiva do Junior. Um homem que faz de tudo por ela, desde abrir a porta do carro para ela entrar até satisfazer seus caprichos, desejos culinários e mimos. Ela é feliz assim, eu particularmente não sei se gostaria de alguém feito um chiclete no meu pé, mas cada um sabe o que é melhor para si. Hoje as duas conseguiram alvará com seus amores para saírem e jantarem comigo. Além delas o Dinho, nosso amigo mais especial vai também. Ele acaba de sair de um relacionamento bem conturbado onde seu parceiro o trocou por uma loira azeda. Esta no chão, mas é um ser tão especial que sorri mesmo com vontade de chorar.
Separei um vestidinho curtinho dourado chamativo, para essa noite. Vamos a um restaurante chinês comer sushis e tudo mais. Eu amo a culinária japonesa e seria o lugar ideal para comemorar meu aniversário. O local é novo, um lounge bem aconchegante que tem nos fundos uma danceteria. As meninas deixaram claro que vão apenas jantar, o Dinho nada falou, mas eu tô bem afim de dar um esticadinha, pois além de ser meu aniversário eu tô merecendo. Algo me diz que essa noite vai ser inesquecível, e assim eu espero.
Essa semana meu couro foi tirado na editora, a Tita não sabe resolver os problemas que se envolve e acaba por jogar a bomba no meu colo. Desta vez foi uma escritora em inicio de carreira que quer lançar seu livro e nos procurou. Seu livro é bem bonitinho, um romance bem meladinho, mas que certamente fará um sucesso com as leitoras românticas. O problema é que os prazos de entrega e lançamento foram se esgotando, tudo por que a Tita teve um "pit" com o povo da gráfica e eles se recusaram então a rodar o livro. Se ela tivesse me falado isso antes talvez tivesse resolvido, mas ela sempre se acha o suprassumo do máximo. Ai agora a merda toda caiu nas minhas mãos. Conversei com a escritora que estava enfurecida, e com razão, mas com jeitinho consegui convence-la a esperar por mais alguns dias e então eu resolverei o problema. O pior é que Tita achou ruim eu fazer a política de boa vizinhança com a escritora, achou que eu deveria deixar ela nos processar, como já aconteceu antes. Mas não são boas as lembranças dos processos sofridos anteriormente pela editora. Um deles por sinal quase nos levou a falência. Bom o caso é que a Tita é uma ótima revisora, uma ótima caça talentos, mas uma péssima administradora. Então eu que sou apenas uma auxiliar de edição acabou desempenhando diversos papeis em meu trabalho. É bom ser útil, mas é melhor ser valorizada por isso, só que não sou. Então ultimamente ando trabalhando desmotivada, cansada e já pedi minhas férias vencidas a meses. O telefone tocou tirando-me de minhas tristezas.
- Oi boneca, esta pronta? - Dinho e seu jeito único de me deixar feliz.
- Já te disse que te dou casa, comida e roupa lavada? - Brinquei - Estou só nos retoques finais.
- Certo, em quinze minutos estou ai. - Desligamos e eu tratei de terminar de me arrumar.
Pontualmente meu interfone tocou quinze minutos depois, desci toda confiante, estava uma gata.
- Opa! - exclamou Dinho. - Acho que vou reconsiderar suas investidas minha deusa.
Gargalhei divertida. Estávamos lindos, eu vestia um vestidinho curto dourado fosco com detalhes em preto, brincos delicados e uma rasteirinha de cor preta com brilhos em strass dourado e Dinho estava lindo em um traje negro, todo social e muito cheiroso. Ele sempre se veste bem quando sai conosco, disse que isso nos protege de homens abusados. As meninas adoram e eu apenas aturo né aff.
- Vamos? - Perguntei dando uma piscadinha.
Saímos em direção ao restaurante em seu carro importado. Dinho é um gerente de uma loja automotiva e tem tido sucesso em seu trabalho. Fomos cantando músicas de Pink, Morron5 e alguns outros. na verdade ele cantava fluentemente e eu apenas enrolava, cada vez mais consciente que deveria voltar para minhas aulas de inglês. Chegamos minutos depois e Julia e Barby já nos esperavam em uma mesa reservada. O local era mesmo lindo, aconchegante e muito bem frequentado, pessoas lindas estavam em toda parte.
- Olá meninas lindas do meu coração!  - Saudei abraçando e beijando minhas amadas amigas.
- Oi minha linda, feliz aniversário mais uma vez! - Disse Barby que já tinha me ligado logo cedo para me felicitar.
- Parabéns amiga! Que esse aniversário te traga um homem bem lindo para você dar jeito em sua vida. - Julia, sempre querendo me arranjar um marido.
Abracei-as com vontade, amo o jeito que elas me tratam e a sinceridade de nossa amizade. Dinho juntou-se a nós em um big abraço. Logo sentamo-nos a mesa e pedimos então nossa combinação gigante de sushis. Diferente de outras vezes que sempre comemos mais do que bebemos pedimos um drink cada um e brindamos a nossa felicidade.
- Eu faço esse brinde em agradecimento a vida. Por tudo que tenho recebido, mesmo que parte disso seja aturar a chata da Tita, mas que mesmo assim é quem me dá emprego. Agradeço por ter vocês em minha vida, uma grande alegria para mim. - Eu fiquei emocionada. Todos nós ficamos na verdade.
Conversamos, bebemos e comemos muito, eu mesma estava me sentindo estufada. O Dinho visivelmente estava alegrinho, meio que aproveitou para afogar as mágoas. As meninas logo estavam impacientes por voltar para seus amores e eu vi que terminaria a noite sozinha.
Despedimo-nos e eu fiquei um pouco mais ali, sentada e bebendo um ultimo drinqk. Logo percebi uma movimentação intensa de entrada em uma porta. Era a entrada da danceteria do local. Nunca tinha ido lá, na verdade a tempos não saia para dançar. Não estava muito animada, afinal estava sozinha, mas alguma coisa disse para que eu fosse até lá e me divertisse. Peguei o copo do meu drink e fui em direção a porta. O segurança abriu a porta para mim sem questionar e eu entrei. A música eletrônica tocava alto e muitas pessoas dançavam na pista de dança. Era um local pequeno, meio que "VIP" e pensei que então aquele não era o lugar que eu deveria estar. Fui me virando para sair quando esbarrei em um homem lindo de morrer. Para minha infelicidade derrubei toda minha bebida nele que estava vestindo uma camisa branca e que ficou amarelada com minha bebida.
- Oh, desculpe! - Eu disse completamente sem graça. Ele estava paralisado, parecia enfurecido comigo e eu percebi que estava encrencada.
- Deveria olhar por onde anda moça. - Ele disse agora tentando afastar a blusa colada ao seu belo corpo.
- Bom, na verdade não tenho olhos nas costas, então creio que tenha sido um acidente. - Respondi defendendo-me, afinal não tive a intenção de trombar com ele. Mas tava tão hipnotizada por seu corpo que nem estava raciocinando direito.
Ela parou e me olhou, parecia intrigado com minha boca bem ágil. Abriu um sorriso maroto e saiu, deixando-me ali parada a ver navios.
Fiquei muito brava, além de ter ficado sem meu drink fiquei chupando o dedo, com vontade de chupar outra coisa. - "Meu Deus, controle-se Duna!"
Resolvi voltar ao bar e pegar outro drink antes que minha noite se acabe.
Sentei em um banco vario no canto do bar e pedi minha bebida. A garçonete parecia muito simpática e caprichou no meu copo. Será que ela viu o quão desastrado tinha sido meu ultimo encontro? Sorri sozinha relembrando o que aconteceu, do meu encontrão com aquele pedaço de carne delicioso. Só de lembrar senti meu corpo reagir cheio de tesão. Como pode isso? Não sou nenhuma santa, mas só de esbarrar em alguém e já ficar assim é no mínimo loucura!
- É por conta da casa. - Ali percebi que minha suspeita tinha um grande fundamento.
- Vou aceitar como presente de aniversário. - Respondi divertida e ela então abriu um lindo sorriso e deu uma piscadela para mim. Não entendi nada, só espero que ela não esteja me cantando. Nada contra, só não sou adepta a sexo com pessoas do mesmo sexo que eu.
Continuei contemplando o lugar que era muito bem decorado,uma iluminação bem over e pessoas de todos os estilos, mas claramente a alta sociedade predominava nesse lugar. Ainda bem que eu estava super bem vestida, ou me sentiria um peixe fora d´agua. Resolvi levantar-me e dançar um pouco, logo iria embora então só queria relaxar ao som de uma boa música. Fiquei perto do balcão, assim teria onde apoiar o meu copo.
Musicas variadas tocaram, todas remixadas, com Guetta predominando, e eu estava extasiada, amo Guetta, tanto que o toque do meu celular é a musica Titaniun. E quando ela começou a tocar então, permiti-me soltar meu rebolado deixando meu corpo ser guiado pelas batidas da música. Tem uma parte da música que fala assim: "Sou criticada, mas todas as suas balas ricocheteiam. Você me derruba, mas eu me levanto!" Essa parte tem tanto a ver comigo, com minha vida, com minhas lutas e com minhas vitórias e também derrotas, pois ambas nunca deixam-me ao chão. A música terminou, eu estava me sentindo feliz e pronta para ir pra casa, quando a simpática barwoman veio ao meu encontro.
- Por favor, você poderia me acompanhar?
- O que? - Perguntei sem entender nada.
- Estou convidando você para me acompanhar, por favor. - Ela esclareceu simpática.
Fiquei receosa, afinal não creio que tenha feito nada de errado. Bebi apenas o drink que ganhei de cortesia da casa, até por que não estava inspirada para encher a cara e dancei apenas para mim mesma, quietinha no meu canto. Mas percebi que não teria muitas alternativas e agora a curiosidade já estava aguçada. Segui-a até uma porta no canto do local onde tinha um segurança na porta muito sério. Olhei para ele até que a moça convidou-me a entrar. Ele me encarava e eu assim que entrei dei uma piscadela para quebrar o clima e deu certo, ele abriu um sorriso torto que continha uma grande vontade de gargalhar.
O lugar era claro, tons pasteis predominavam no ambiente, um sofá que mais parecia um divã estava localizado no centro do ambiente, que não soube distinguir se era um quarto, uma sala ou sei lá o que. no lado direito de quem entra tinha um painel com fotos sensuais de mulheres e homens agarrados, parecia uma seção orgia. Sob o painel tinham uma bancada cheia de gavetas, ao que parece de madeira maciça. minha curiosidade agora estava voltado ao que poderia ter nessas gavetas, mas preferi apreciar o resto do ambiente, quando fui surpreendida.
- Boa noite dona estabanada.
- Ah, não acredito! - Estava surpresa.
Era o dito cujo que esbarrei a pouco na pista de dança. Esta sentado em uma poltrona atrás de uma mesa grande, também de madeira maciça.
- O que foi, não gostou de me ver?
- Pergunta difícil de responder nesse momento. - Respondi muito debochada e ele apenas sorriu. - Você é quem vai me dizer se gostarei ou não de encontrar você aqui.
- Que boca ligeira e esperta. Direta você, ein?
- Sempre. - Respondi sem rodeios.
E realmente em minha vida sempre fui muito direta, praticidade e agilidade são meus lemas. Afinal, sozinha na vida, dependendo e contanto apenas comigo mesma, era de se esperar atitudes assim, não é verdade?
- Mas e ai, o que me trouxe até aqui? Além de minhas lindas pernas, claro. - Falei fazendo gestos que destacavam minhas pernocas de fora.
- Verdade, ainda bem que suas lindas pernas a trouxeram até mim. Mas não foi para conversar que eu mandei que te trouxessem, ou pelo menos não apenas para isso.
Fiz minha cara de paisagem, como se não tivesse entendido o que ele estava dizendo, mas bem sei, esse filho de uma boa ou má mãe quer me comer, é só olhar a cara de lobo mau dele.
- Então me diga o que você quer comigo? - Quero ignorado, e calmo; Por ignorado, e próprio; Por calmo, encher meus dias; De não querer mais deles; Aos que a riqueza toca; O ouro irrita a pele; Aos que a fama bafeja; Embacia-se a vida; Aos que a felicidade; É sol, virá a noite; Mas ao que nada espera; Tudo que vem é grato. 
- Nossa és um amante das belas letras? - Declarei boquiaberta.
- Claro, conheces? 
- Como não? Amo Fernando Pessoa. - O que realmente é verdade, para mim é o mestre das palavras.
Ele levantou-se da poltrona que estava sentado e veio lentamente, em minha direção. Meu coração vacilou, oscilando a cada paço que ele dava em minha direção. Quando a distancia entre nós era de pouco mais de dois palmos ele parou com seu olhar fixo no meu. Seus olhos eram verdes, pareciam esmeraldas, nunca tinha vistos olhos assim. Ele respirou fundo, parecia capturar o perfume que exalava de mim. Eu agora percebi que estava suando, mas acho que não estava com o "cc" vencido.
- Doce como imaginava, e com uma pitada de pimenta, acertei?
- Sua aptidão com perfumes é exata. - Fiquei mais uma vez surpresa. 
Ele então levantou uma das mãos para tocar meu braço. Me arrepiei com o contato, sua pele era levemente fria.
- Mesmo suada, sua pele é macia. Doce e macia, combinação perfeita. - Ele lambeu a boca ao declarar e sorriu. Que sorriso era aquele? Lindo e branco, perfeito. Ele parecia um ser sobrenatural, tipo os vampiros dos livros que li da Irmandade Adaga Negra, poderosos e perfeitamente gostosos. 
Eu estava completamente entregue a sua mão em meu rosto e percebia que seu corpo se aproximava lentamente, como se estivesse flutuando. Logo meus lábios sentiram a firmeza sedutora dos dele e minhas boca deu total liberdade para que sua língua invadisse-me. Era o beijo mais diferente que já tive, algo que me fazia sentir prazer e dor, pois era intenso. Era forte e ao mesmo tempo delicado. Era doce e ao mesmo tempo amargo, era simplesmente único. 
Quando ele se afastou eu estava ofegante enquanto ele dominava as emoções com maestria. Meu corpo tremia, como se estivesse vivendo uma abstinencia de seu beijo.
- Isso é loucura demais. - Disse passando as mãos no cabelo e mordendo meu lábio ainda dolorido.
- Não faça isso, por favor. Ou não responderei por meus atos. Meus limites são meio que limitados, não costumo seguir muitas regras, eu simplesmente satisfaço os meus desejos na hora em que eu quero.
- Nossa, como é poderoso esse homem. - Debochei, mas estava nervosa.

- Não tens noção do tamanho do meu poder. - Disse ele em um tom que misturava sensualidade e ameaça.
- Certo, já chega de brincar de "O poderoso chefão". Quem é você e o que quer de mim?
Ele ficou me olhando, acho que analisando a maneira que estava, tremendo e bem nervosa, mas também pudera. O homem esbarra em mim, depois manda me chamar, toca-me, seduz-me, beija-me e quer que eu fique como, sorrindo e bem tranquila? Tá, não nego que estou até feliz, ser beijada assim nessas circunstâncias, com tanta vontade e assim no escuro, sem saber quem é meu cavalheiro beijador foi muito gostoso.
- Você tem certeza que quer saber quem eu sou? Não prefere o anonimato e curtir o momento? - Na cara de pau ele falou isso e voltou a se aproximar de mim.
- Nossa que proposta mais indecente. Sinceramente você deve ser um lunático e eu não tô afim de pagar pra ver. - Uma mentirinha básica para valorizar meu passe, estava sendo fácil demais.
- Certo, comece por você. Tudo que você falar em sua apresentação eu responderei.
- Tá certo, vou te dar essa chance e começar. - Disse e ele de uma gostosa risada, fazendo-me derreter. - Pare de me desconcentrar. - Ele levantou aos mãos como quem se rende e eu apenas sorri.
- Sou Duna. - Disse começando.
- Muito prazer Duna, eu sou Bryan.
Essa foi fácil, vamos apimentar as coisas.
- Ok, sou formada em Letras e trabalho em uma Editora. 
- Certo, acho que é bem óbvio. Sou empresário e dono deste e de mais alguns outros restaurantes. Na verdade tenho uma franquia.
- Vamos dificultar as coisas, por que isso esta fácil demais. Eu moro sozinha em um apartamento modesto, mas que é muito meu. - Pergunta bem específica, será que ele é casado?
- Hum, ágil você ein. - Pronto peguei ele. - Eu também moro sozinho em um apartamento, mas que não é nada modesto, e que também é muito meu. 
Oba ele é solteiro! E agora o que mais perguntar? Idade nem pensar, jamais vou falar a idade que eu tenho. Não que eu tenha problemas com a idade, mas assim no primeiro encontro ou contato, seja lá o que isso aqui seja seria um pouco demais. Até por que esse homem é um Deus grego e tenho até medo de ser mais velha que ele. Percebendo meu dilema interior ele resolveu questionar-me.
- E agora Duna, qual a próxima pergunta?
- Não sei, acho que acabaram-se as perguntas.
- Mas já? estava me divertindo com você brincando de detetive. - Ele debochava de mim, isso estava claro. - Pois eu tenho perguntas a fazer, posso?
Eita agora a coisa ficou séria, o que será que ele vai perguntar.
- Podemos tentar. - Disse.
- Direitos iguais, não é isso que as mulheres buscam a muitos anos? Eu mesmo acompanho a luta feminista a algum tempo e aprovo suas reivindicações.
Opa uma pista, ele não é tão jovem quanto parece. O que o dinheiro não faz com a pessoa né? Mas em fim, estou num mato sem cachorro agora.
- Vai lá sua vez de ser o detetive.
- Perfeito. Fiquei sabendo que hoje é seu aniversário. 
- Como você sabe? Ah, mas é claro. Sua barwoman deve ter dito. - Ai então comecei a pensar que talvez aquela bebida que ganhei tivesse sido dada por ele. - Pera ai, foi você quem me deu aquele drink, certo?
- Correta e nem sabia que era seu aniversário, foi apenas uma retribuição após você ter perdido todo seu drink virando em cima de mim. Por que se soubesse eu teria feito mais pelo seu dia especial, inclusive dado o jantar de cortesia a você e seus amigos. E por falar nisso, o homem que estava com vocês é seu namorado?
Gargalhei, alto e muito divertida.
- Não entendi o motivo da graça Duna. - Ele pareceu irritado e eu resolvi me conter um pouco. - Responda-me, por favor.
- Claro que não. - Disse ainda rindo. - Aquele é meu amigo mais que especial Pena que é meu concorrente, já que gosta da mesma fruta que eu. - Agora até ele riu.
- Nossa, mas como não percebi isso? 
- Na verdade ele estava fazendo papel de homem da mesa, protegendo as meninas que tem noivo e marido e me protegendo dos gaviões, como ele diz. Claro que ele fica de olho também para dar o bote em alguma presa. E vou te dizer, ele ia te cantar fácil fácil.
- Bom, ainda bem que não o fez, ou explicaria para ele que meu gosto é bem natural a minha espécie.
- Ah é, e qual é a sua espécie?
- Sou um predador que tem preferência por belas mulheres. - Ele disse e aproximou meu corpo ao dele sem nem eu perceber. - Assim como você, que é a mais bela que eu já vi em toda a minha vida.
Agora eu percebia a nossa proximidade, na verdade percebia seu desejo encostado em mim dando sinal de que estava pronto para me atacar. Senti medo e me perguntei o que eu estava esperando de tudo isso.
- Você é ousado demais, não acha? - Eu não podia ser tão fácil assim.
- Você não esta gostando? Me afasto agora mesmo, Duna. - E foi se afastando, mas eu não estava afim de deixar que isso acontecesse, por mais louco que fosse.
- Na verdade não sei se estou ou não gostando e nem se vou gostar do que esta para acontecer. Mas você pode me dizer, não pode Bryan? - Segurei-o pelo laço que sustenta seu cinto.
- Tudo que eu quero nesse momento Duna é mostrar-te o quanto eu posso ser maravilhoso em sua vida, basta você deixar.
- Pera, vamos com calma. Quem sabe você me mostra seu poder de predador hoje, e a vida a gente deixa para depois.
Ele pareceu ter gostado da minha proposta, pois sorriu e beijou-me mais vorazmente que da ultima vez mas não menos carinhoso. Logo senti suas mãos sustentando-me pelas costas liberando assim minhas mãos para seguirem por seus cabelos e rosto. Ele tem e pele macia, mas fria e seu cabelo era o mais sedoso. Agarrei ele com força fazendo-o gemer como um bicho voraz, e isso foi simplesmente excitante. Logo ele me carregou até a bancada que continha fotos em sua parede, e deu-me um tempo para respirar.
- Posso fazer você ir ao encontro de seus sonhos eróticos mais ocultos Duna, basta você deixar.
Isso certamente era um pedido e eu já estava sedenta da boca dele novamente e do que ele parecia prometer que ia fazer.
- Faça o que quiser, desde que não me machuque e que eu volte viva para casa. - Disse brincado e já puxando-o para perto de mim.
- Perfeito, respeitarei seus limites por hoje, mas tenho certeza que um dia mudarás de ideia.
Não entendi o que ele quis dizer, mas também pouco importava, quero apenas senti-lo dentro de mim.
Ele então acariciou minhas pernas descendo até meus pés, livrando-me de minhas rasteiras. Depois voltou pernas a cima até chegar na junção entre elas, fazendo dar um leve gritinho de excitação.
- Calma, antes de eu conhece-la preciso prepara-la.
Ele então abriu uma das gavetas que estava no móvel em baixo de mim e retirou algemas. Eu sorri divertida, até por que sempre quis "brincar" com algemas.
- Não sei se você já as usou, mas prometo fazer com que elas me ajudem a dar a você apenas prazer Duna.
- Nunca as usei, mas a curiosidade em usa-las, em seu poder de excitação sempre foi grande. Mas em minhas relações sexuais nunca as usaram em mim.
- Que bom, serei o primeiro e garanto que o único a usa-las em você depois de hoje. - Ele parecia sombrio. 
Tive pela primeira vez medo dele, mas ele nem me deu muito tempo para pensar. Não tinha notado mas camuflado nas fotos atrás de mim tinha um gancho e ele prendeu minhas mãos a esses ganchos com a ajuda das algemas. Quando percebi estava completamente entregue a ele e a tudo que ele quisesse fazer comigo. Lembrei-me que ele falou e pareceu sincero que não me machucaria, então resolvi relaxar e pagar para ver.
- Você esta tão divina neste vestido colado ao seu corpo que fico me perguntando o que você vai achar depois que eu fizer isso. - Ele rasgou meu vestido, transformando-o em trapos. - Mas não fique zangada, pois essa visão é muito melhor.
Com muita raiva pois amava o meu vestido dourado eu dei graças a Deus por estar de lingeries pretas e novas. Eram básicas, poucas rendas, mas novas.
Ele estava parado em minha frente me olhando, parecia me venerar. Isso estava sendo torturante demais e resolvi provoca-lo.
- Olha aqui, não tenho vocação para santa, então pare de me idolatrar assim. Estou aqui para arder no fogo do inferno, então faça o favor de vir acender meu fogo.
Ele deve estar adorando rir da minha cara por que ele gargalhou muito, e até eu fui obrigada a rir da minha audácia e falta de vergonha na cara.
- Seu pedido é uma ordem, Duna. Vou leva-la ao inferno e garanto, você vai adorar.
E foi dada a largada. Ele amarrou meus pés um em cada gancho que estava localizado nos cantos no armário em baixo de mim, mas desta vez usando cordas. Apoiou-os em pequeninas prateleiras também laterais, fazendo minhas pernas dobrarem num ângulo de mais ou menos noventa graus. Minhas pernas ficaram abertas, dando total visão de meu corpo e eu comecei a esquentar de novo.
Ele então tirou sua camisa com calma revelando seu peitoral másculo e muito bem definido. Babei literalmente agora, salivando de desejo por aquele corpo. A visão dele de calças sociais com o botão aberto, sustentadas apenas pelo zíper ainda fechado e já sem meias e sapatos, que eu nem sei como ele tirou foi a visão do céu. 
De repente um som maravilhoso começou a tocar. Uma música do Nickelbak - Far Away, mas apenas no violão. Então ele caiu em meus pés e começou a beija-los e suga-los. Não tive nojo, o tesão que eu estou sentindo era superior a tudo, era demais. Foi subindo perna a cima beijando-me e dando-me leves mordidas. Eu estava sentindo nas nuvens, realmente entrando no paraíso, mas só adentrei-o quando ele usou sua língua para invadir-me, fazendo um gemido sair de mim sem medo de ser ouvida. Ele mexe sua língua com total certeza do que esta fazendo e eu estava entregue a esse prazer. Meus quadris começaram a balançar e estava prestes a um orgasmo, que não demorou muito. Ele substituiu sua língua por seus dedos e invadiu-me, sem eu perceber, só notando quando senti meu próprio gosto em minha boca através de seu lábio. Movi mais um pouco meus quadris e gozei, mordendo seu lábio inferior, fazendo desta vez ele gemer. Foi a melhor gozada da minha vida, jamais senti o prazer que ele tinha me proporcionado. Mas sua boca ainda estava na minha e sua mão tinha sumido de meu corpo, só as senti quando ele me pegou pela bunda, e também foi quando percebi que eu estava solta, sem algemas e sem amarras. Agarrei-o e ele me carregou até a parede do lado pressionado-me contra ela.
- Já esta preparada? - Ele certamente estava perguntando se já tinha me recuperado de meu orgasmo.
- Só se for agora. - Declarei sedenta de prazer.
Não precisei falar duas vezes, ele adentrou-me sem pudor, sem medo, mesmo sabendo que meu corpo reagiria ao tamanho de seu membro.
- Aiiiiiiiiiiii - Gritei muito alto, mas nem tive tempo de sentir mais dor.
Suas estocadas começaram a ser seguidas, fazendo meu corpo adaptar-se fácil a ele, mesmo grande, dentro de mim. Era pra lá de prazeroso senti-lo dentro de mim, e suas mãos massageando minha bunda intensificava as coisas. Fui devorando a boca dele, ajudando-o a tornar esse prazer intenso para nós dois e ele parecia enlouquecido, já que seu ritmo era alucinantemente rápido, mas não sentia dor, só um prazer inexplicável. Logo estava a beira de outro orgasmo.
- Não tranque, deixa ele acontecer. - Nem pensei duas vezes e gozei, agora jogando minha cabeça para o alto completamente entregue a onda de prazer. 
Ele diminuiu um pouco o ritmo, beijou-me no pescoço e começou a dar mordidas que agora pareciam mais fortes. Eu senti dor e gemi, foi como um aviso a ele, que voltou a apenas beijar-me no pescoço. Mas junto voltou as suas investidas. Achei que não tinha mais forças para continuar, mas surpreendentemente ele tem o dom de despertar em mim minha sexualidade oculta, com certeza. Beijei-o novamente dando vazão ao tesão que já estava novamente sentindo. E ele levou-nos mais uma vez sem eu perceber ao divã deixando-me em cima, para que pudesse controlar a situação.
- Agora é com você, Duna. Mostre-me seu poder.
Comecei então a cavalgar nele, como se nem tivesse tido dois orgasmos e enlouquecida de tesão. Ele urrava e parecia louco de tesão também. Quicava em seu colo sentindo-o ainda mais dentro de mim. - Nossa como é grande e grosso, e como sinto prazer ao senti-lo penetrar em mim. - pensei sentando em cima dele com força a vontade. Ele devorou meus seios, passou a suga-los, beija-los, massageá-los com sua boca ágil fazendo-me gemer e aumentar minhas mexidas em seu colo. Logo estava eu novamente a beira de um orgasmo, mas desta vez queria adia-lo, pois o prazer que que estava sentindo era sobrenatural.
Aumentei meu ritmo, não sei de onde tirei tanta força física, mas eu literalmente pulava em seu colo completamente fora de mim. Ele então nos levantou, deitou-me no tapete e sem tirar-se de dentro de mim em momento algum começou a torturar-me.
- Goze, Duna. Adoro ver você gozar.
- Não, desta vez você goza comigo. - Agarrei seu cabelo, devorei sua boca e curvei meu corpo, dando a ele mais trabalho e assim tornando tudo mais gostoso.
- Sua danada, assim eu não vou mais aguentar. - Disse ele sussurrando.
- Essa é a ideia. Goza comigo!
Não demorou mais que um minuto e em uma estocada forte e dura gozamos juntos, apertando-nos um ao outro como se fôssemos um só. Foi indescritível o prazer que eu senti, jamais imaginei ter um prazer assim.
Ficamos deitado, ele sobre mim por algum tempo, mas não sentia o peso do seu corpo, apenas o sentia ali. Foi bom e acho que eu dormi, pois quando eu acordei estava enrolada em um roupão preto de cetim e apenas tinha a lembrança de uma frase.
- Você é mais do que eu mereço. Só espero que você não me rejeite pelo que eu sou, pois não suportaria mais viver sem você, Duna.
Olhei em minha volta e percebi-me sozinha na sala onde tinha acabado de viver o momento mais intenso de toda a minha vida. Mas foi por pouco tempo, logo a mesma  barwoman entrou.
- Olá Duna, você esta bem?
Ajeitei-me, mas nem era preciso, quem quer que tenha me vestido, e eu espero que tenha sido ele, fez um ótimo trabalho.
- Sim, mas onde esta o Bryan?
- Na verdade ele teve que se ausentar e pede mil desculpas. Pediu-me que a levasse para sua casa e assim eu farei. Esta pronta? - Ela estava seguindo ordens e estava claro que as cumpriria.
- Olhei mais uma vez em minha volta sentindo-me vazia e usada. Nunca tinha me sentido assim e inevitavelmente uma lágrima correu em meu rosto.
- Não, por favor, não fique triste. O Dr Bung deixou esse bilhete para que eu a entregasse assim que a deixasse em casa, explicando tudo. Fique calma, esta tudo bem.
Não questionei, levantei-me e vesti minhas rasteiras que estavam próximas aos meus pés. Percebi uma bolsa junto da minha e certamente seriam os restos do meu vestido. Pensei em deixa-los para trás, mas achei melhor não deixar nada meu com esse homem frio e sem coração.
Caminhando por um corredor pouco iluminado fui pensando em tudo que tinha acontecido a pouco. No quanto senti-me desejada, poderia dizer até amada. No quanto prazer eu pude sentir e dar, eu acho. Agora já não tinha certeza de mais nada só de que tinha sido feliz, mas acabou. Lágrimas me acompanham em todo o meu percurso até avistar um carro preto. Nem sei se é nacional ou importado, mas pelo seu interior era um carro bem caro. Fui sentada sozinha no banco de trás, enquanto a tal mulher foi na frente junto com o motorista. Por todo o trajeto fomos calados, ouvia apenas meus pensamentos completamente confusos. Se eu não estivesse completamente sem roupa até duvidaria de tudo que aconteceu.
Chegamos em frente a minha casa bem rápido e o quanto antes queria entrar dentro dela e esquecer tudo isso que estava vivendo com um banho muito quente e demorado.
- Chegamos. - Disse a mulher ao abrir a porta do carro para mim. 
Eu sai do carro e percebi que o dia estava clareando. Olhei para ela e agradeci com um meio sorriso, sem despedir-me. Segui em direção a porta do prédio, mas fui impedida.
- Duna, aqui esta o bilhete do Dr Bung. Por favor, pegue-o, leia e depois faça o que quiser. Seja feliz e boa sorte.
Senti-me uma mercadoria sendo dispensada. Que mulher mais sem coração, tão fria quanto o seu patrão. Peguei a merda do bilhete totalmente contrariada, coloquei-o no bolso, virei-me e não quis nem saber mais de nada, adentrei meu prédio e subi até meu apartamento. Joguei-me na cama e chorei, muito.
Quando já estava cansada de chorar, tendo meu quarto iluminado pela luz do sol procurei algo para secar meus olhos e assim ler de uma vez o que o desgraçado tinha escrito no bilhete.
Abri-o e percebi que sua caligrafia era totalmente formal e arcaica para os tempos modernos. Curiosa comecei a ler.

Querida Duna,
Antes de qualquer coisa perdoe-me por isso.
Pareço uma fortaleza, mas quando se trata de

quem eu sou torno-me um fraco e covarde.
O medo faz-me agir assim, espero que lendo

esta carta possa me entender e perdoar.
És o ser mais especial que já conheci.
Uma pessoa sem igual e mesmo que depois deste, 

se você não mais quiser saber de mim,
ficarás guardada em minha memoria, em meu 

corpo como uma tatuagem para todo o sempre.
Mesmo que esse sempre signifique toda 

essa minha medíocre eternidade. 
Vou ao assunto, não quero deixa-la impaciente.
Sou um ser atípico a esse mundo.
Pertenço a classe dos exilados, dos predadores temidos

pelos seres desse planeta.
Minha condição de vida impede-me de mudar, é algo irreversível.

Mas garanto a você que em partes sou diferente dos da minha espécie, 
sou suficientemente forte para resistir aos meus instintos 
quando preciso, assim como o fiz hoje com você.
Não vou falar em palavras o que eu sou,
até por que a coragem me falta nesse momento,

mas tenho certeza que você com sua sabedoria entenderá bem 
o meu recado e se for inteligente, como sei que você é, 
manter-se-á longe de mim.
Apesar disso, de saber quem eu sou, ainda nutro a esperança
de que você por um momento de distração, deixara sua razão
de lado e permitirá a mim mostra-la o quão eu posso ser "normal"
e fazer por merecer a honra de tê-la em minha longa vida. 

Bom Duna, minha linda mulher. Sinceramente não sei que decisão
irás tomar e muito menos o que pode estar passando em sua cabeça.
Só espero que não penses que eu abusei de você, que me aproveitei
de você ou ainda que eu menti para você.
Tudo que vivemos foi o mais próximo de perfeito que eu já senti
em toda a minha vida, e caso não se repita,
mais uma vez eu digo que ficará registrado em mim para todo o sempre.

Fique bem, linda mulher e se ainda assim, depois de tudo isso,
de descobrir quem eu sou ainda me quiseres, por favor, me procure.
Você sabe onde me encontrar e eu estarei a tua espera, por toda a eternidade.
Saiba que se isso acontecer fazer-me-á o homem mais feliz que já existiu.


Fique bem, fique em paz... e volte para mim!
Do seu, para sempre seu,
Bryan Bung

                                                        ***************//***************


E ai meus amores??? Gostaram??? Descobriram quem ou o que é o Bryan???O que será que Duna vai fazer??? Muitas perguntas e dependendo das respostas e comentários vou dar continuidade a esse conto... tudo depende de vocês...
Vou ficar esperando, tá!


Beijokas do <3
Roberta Farig


13:35

5° Conto da Serie "Desejos de Mulher" - Quebrando regras do prazer

Quebrando regras do prazer


Uma mulher intrigante e linda, vendedora nata, que tem sempre um sorriso no rosto, mas que na verdade esconde desejos inimagináveis. Ninha é uma mulher jovem, acaba de completar 23 anos cheia de graça e beleza. Ela é loira, alta e muito sensual, apesar de tentar camuflar tudo isso em suas roupas discretas e sua maquiagem quase imperceptível. Ela é assim por conta de um relacionamento que acabou com o pouco de auto estima que existia nela. Juliano era seu namorado desde sempre, desde a escola, estavam sempre juntos. O problema é que a vida passou e para Ninha estava na hora de começar uma nova fase em sua vida, como casar, ter filhos e constituir uma família. Só que Juliano não compartilhava dos mesmo desejos que ela, mas era covarde e não dizia que não, alimentava todos esses sonhos nela. Até o dia em que ela o encontrou atracado aos beijos e amassos com uma mulher dentro do carro em frente a casa dele. Ela saiu de lá completamente sem chão, culpando-se acreditando que ela pudesse ter falhado em alguma coisa no relacionamento deles. Sua sorte foi que pela primeira vez na vida Juliano foi homem o suficiente para dizer a ela que aquilo foi inevitável por que ele não queria mais continuar seu relacionamento de infância com ela e que agora estava afim de curtir a vida sozinho, e que estar com ela certamente dificultaria tudo.
Deste momento em diante as perspectivas de vida de Ninha mudaram, e ela passou a desacreditar no amor, afinal se o homem que viveu com ela os últimos anos jurando amor eterno tinha mentido como confiar em um novo desconhecido. Mas lógico que como toda a mulher ela sonhava com seu príncipe encantado, mas diferente agora, pois ela queria viver o que viu ali, dentro daquele carro. O que ele nunca tinha feito com ela.
Certo dia ela estava ajeitando as coisas na loja em que trabalha e entrou um homem lindo, com uma calça jeans e uma camisa branca. Carregava uma pasta, parecia ser doutor. Ninha sentiu-se atraída por ele e sentiu sua respiração acelerar.
- Posso ajuda-lo? - Foi ela toda solícita oferecer-se para atende-lo.
- Na verdade sim, estou procurando um presente especial para minha esposa. - Ninha levou um balde de agua fria.
- Sim, claro. E pelo que você procura?
- Gostaria de algo sexy, é o estilo dela. Algo que valorize sua beleza, um vestido, quem sabe.
Ela separou vários vestidos e ele acabou optando por um branco lindíssimo de um ombro só. Quando ele foi pagar ela percebeu que ele ficou olhando-a e encabulada ela baixou os olhos.
- Aqui esta, muito obrigada pela preferência.
- Eu agradeço e deixo aqui meu cartão para você, caso precise. - Deu uma piscadela para Ninha e saiu.
"Ele é psicólogo"
Quando chegou em casa naquele dia pegou o cartão do cliente que atendeu em sua bolsa para analisa-lo melhor. Ninha tinha ficado intrigada com o que o Dr Gabriel tinha dito. Será que estava tão na cara assim que ela precisava de ajuda? Ela na verdade nunca achou-se doente, mas entendia que desde que se separou do Juliano ela isolou-se do mundo masculino. A descrença dela nos homens tornava-se dia a dia maior e quando ela olhava com outros olhos para um homem ele era casado. Dormiu aquela noite pensando no Dr Gabriel e em como ele poderia ajuda-la.
Acordou aquela manhã sentindo-se diferente, como se algo tivesse despertado-a do estado de coma pós termino de namoro que ela encontrava-se.  Pegou o cartão e agendou uma consulta. Para sua surpresa ele deveria ser famoso, pois só conseguiu horário de encaixe para quinze dias depois.
Foram dias longos, mil coisas passaram pela cabeça dela, inclusive de desistir da consulta. - "Devo estar louca. O que vou falar para esse Dr? Que eu queria que meu namorado não tivesse me traído?" - Ela tinha várias perguntas em sua mente e por elas várias vezes pegou o telefone pensando em desistir, mas algo dentro dela dizia-a que não, que lá ela conseguiria se ajudar.
O dia tão esperado chegou, ela nem conseguiu trabalhar direito, sua consulta tinha sido marcada para o final do dia. Chegou no consultório respirou fundo antes de entrar. A secretária avisou que o Dr já a atenderia e realmente não demorou nada para que a porta do consultório se abrisse e de lá saísse o lindo Dr Gabriel. Ele parecia ainda mais perfeitamente lindo hoje do que no dia de sua compra na loja, pensava Ninha.
A sala do Dr era bonita, sutilmente decorada. Ele apontou uma poltrona para que ela sentasse.
- Então Ninha, o que posso eu agora fazer por você? 
Ela ficou envergonhada, baixou a cabeça e deu um sorriso sem graça.
- Relaxa Ninha, é isso não é? Então, relaxa e vamos conversar.
Então Ninha começou a relatar, como uma tagarela toda a sua vida, dando ênfase a sua relação amorosa que terminou recentemente.
- Certo Ninha, então vamos aos fatos. Você não ficou triste apenas por ter sido traída, mas também por não ter sido tratada como a mulher que você pegou seu ex namorado estava sendo tratada.
- Como assim? - Ninha levantou-se mostrando indignação.
- Calma menina, isso não é pecado. Muitas mulheres tem desejos ocultos, e de tão ocultos seus parceiros nunca conseguem a satisfazer. Vamos tentar imaginar uma situação.
Ela sentou-se no divã e o Dr colocou uma música instrumental.

Ninha imaginou-se em uma praia, totalmente isolada do mundo e pouco movimentada. Estava ela tomando banho de sol quando percebeu que um homem vinha correndo em sua direção. Ela sentou-se na areia para observar melhor o homem vindo e indo. Ele passou como se não tivesse notado a presença dela, o que a deixou irritada. Deitou-se então de costas e dormiu.
Acordou com pingos de agua caindo em seu corpo, pensou que fosse chuva só que ao abrir os olhos percebeu um lindo entardecer. Virou-se então para entender o que estava acontecendo e parado em sua frente completamente molhado estava o homem que estava correndo na praia. Sua surpresa foi grnade, mas resolveu saber o que ele queria.

- Atrevido você. Molhando-me sem saber se quero ficar molhada.
- Na verdade quem esta na praia normalmente se molha, estou certo?
Ela apenas sorriu e ele piscou.
- Vamos tomar um banho de mar? - Perguntou o atrevido homem sem nome.
- Nem sei seu nome. 
- Nem eu o seu! - Retrucou ele.
- Atrevido mesmo você ein. Chamo-me Ninha.
- Prazer Ninha, meu nome é Ricardo. - "Ricardão" pensou Ninha cheia de segundas intenções.
- Certo, um banho de mar no final de tarde me parece agradável.
Caminharam os dois se olhando até o mar. Adentraram e Ninha sentiu seu corpo arrepiar, mesmo a agua do mar estando morna. O olhar entre eles estava se intensificando e Ninha para provoca-lo resolveu mergulhar, empinando bem seu trazeiro ao fazer isso, provocando-o é claro.
Quando ela submergiu encontrou-o frete a ela, esperando-a.
- Você me chama de atrevido e eu te chamo de provocante.
- Ora que bom, adoro mesmo provocar. - Ela respondeu.
Ele então começou a aproximar-se dela, como se as ondas estivessem os unindo. Ela teve medo e se afastou em outro mergulho, agora em direção a areia da praia. Ela pensava que lá estaria segura, doce ilusão.





Assim que saiu da agua Ninha foi agarrada em um abraço de urso por trás.
- Esta fugindo de mim? Provoca-me a gora quer me deixar na mão?
- Se você vai usar suas mãos eu não sei e não estou fugindo de ninguém.
- Que bom que não estas fugindo então, e usarei minhas mãos também, com certeza.
 Ele começou a beija-la na nuca sem preocupar-se se ela permitiria ou não. Ninha até pensou em protestar, mas certamente que a sensação do beijo em sua nunca a impediu. As mãos do João então partiram de sua cintura para sua barriga e logo estavam em seu seio fazendo Ninha dar uma leve gemida.
- Gosta disso? - Perguntou ele. Ela não respondeu nada. 
Virou-a de frente para observa-la melhor e beija-la na boca. Ai sim Ninha se perdeu, pois foi beijada como sempre quis, com urgência, com desejo, com volúpia. Ela agarrou ele pela nuca aproximando os corpos o máximo que conseguiu. Ele foi encaminhando-os para onde estavam as coisas dela, pois lá tinha uma canga estirada na areia, local perfeito para o que ele tinha em mente.
Pouco a pouco foi deitando-a na canga e acariciando seus cabelos, quando ela estava deitada frente para ele ele a observou por um tempo.
- Tão linda e perigosa ao mesmo tempo. Parece ser uma mulher misteriosa e isso é um risco, mas vou pagar para ver.
Ele partiu para beijar todo o seu corpo, passando por cada parte dele vagarosamente. João sabia o que estava fazendo e sabia como deixar Ninha enlouquecida de tesão, que era realmente tudo que ela queria.
Quando João passou mais tempo em seus seios Ninha gemia de prazer e quase entrou em combustão quando as mãos dele começaram o trabalho na parte de baixo do seu corpo. Ela arranhava o corpo dele sem dó, e ele ao que parece gostava por que quanto mais ela o arranhava mais ele a provocava com sua língua e mãos habilidosas. Ela perdeu qualquer vergonha e pegou com vontade em seu membro que estava latejando, literalmente pois ela conseguia sentir a pulsação dele lá. Logo ela tava completamente nua e a lua se fez presente dando a privacidade necessária aos dois. Não que isso fosse ser um empecilho, naquela altura do campeonato ele nãos e preocupavam com mais nada, apenas com o mundinho particular deles.
- Agora vamos a melhor parte, eu dentro de você.
- Ansiosa aqui! - Ela deu carta branca a ele.
Ele a penetrou vagarosamente ampliando a dor do primeiro contato e intensificando o prazer. Ela puxou os cabelos dele e ele mordeu de leve sua boca. Então os dois começaram a embalar-se num ritmo frenético de prazer. Ela por baixo e ele por cima, os dois encaixados com maestria, tanto que ele levantou o quadril dela para ter mais facilidade em adentra-la. Ela estava enlouquecida de tesão, completamente entregue ao ritmo dele, permitindo-se apenas extasiar de prazer. Quando ela percebeu que estava chegando perto do seu orgasmo com um impulso sentou-se no colo dele e passou a cavalga-lo.
- Que delícia! - Ele adorou a iniciativa dela e permitiu-se agora deixa-la conduzir o ritmo das investidas.
Logo ela viu-se perdida em seu orgasmo e beijou-o com vontade, percebendo ele que ela estava chegando ao seu clímax então aumentou a pressão contra ela e gozarão juntos, fazendo-o cair de costas na areia, tendo ela o acompanhando.
Ficaram abraçados nus observando o luar por algum tempo, sem nada dizer apenas acariciando o corpo um do outro.

- Certo Ninha, acho que por hoje já chega, não é verdade?
Ninha foi trazida a realidade bruscamente e uma lágrima saiu de seus olhos.
- Oh desculpe querida, não queria causa-la nenhum tipo de dor. - o Dr parecia mesmo agora constrangido.
- Não Dr, tudo bem. O senhor proporcionou-me hoje certamente momentos de muita felicidade, só não queria acordar de meus sonhos.
- Mas então Ninha, agora que você acordou procure trazer seus sonhos para a realidade. Adapte sua vida ao que você deseja e quem sabe a felicidade baterá a sua porta.
Ninha pensou no que o Dr disse e percebeu que ele tinha razão, que agora tudo detpendia dela.
- Tá certo Dr, agradeço sua ajuda.
- O prazer em ajuda-la foi meu, e volte se precisar, estarei sempre aqui no mesmo lugar.
Ninha saiu do consultório sentindo-se outra mulher e disposta a apagar o passado e viver seus sonhos de amor sem pensar em regras ou algo do tipo, mas sim buscando sempre sua satisfação pessoal, seu prazer.



Espero que tenham gostado... comentem e voltem sempre...

Beijinhosss
Roberta Farig

15:26

4° Conto da Serie " Desejos de Mulher" - Buscando o Prazer

Buscando o prazer.


A busca é algo que faz parte do ser humano, é o que os move, o que os motiva. Com Gaby não seria diferente. Ela é uma caixa de supermercado que vive sonhando entre um cliente e outro que passa por seu caixa com um amor verdadeiro, mas diferente de muitos ela não tem buscado muito isso.
Gaby foi mãe solteira muito cedo, aos 19 anos e desde então nunca mais relacionou-se com ninguem. Hoje seu filho tem dez anos e tem sido seu companheiro nas noites frias da vida. Desde que engravidou Gaby desacreditou que o amor existisse, pois foi abandonada por seu "parceiro" assim que o contou a novidade. Seus pais não viraram as costa para ela e o bebe que estava por vir, mas certamente que esse não era o sonho da vida deles para sua menina, o que a fez entristecer.
Ao mesmo tempo que Gaby viu-se desamparada, sozinha e desesperada sentia dentro de si uma força de lutar, uma força de viver que só poderia vir dele, seu filho, fruto de seu amor, sim pois ela amou sozinha.
O tempo passou e a vida dela foi apenas arrumar um emprego, ouvir todos os dias de sua mãe o quanto foi irresponsável e imatura e criar com muito amor seu filho.
Ela não acredita, mas é uma bela mulher, hoje com 29 anos passou a ter em seu corpo curvas que antes não existiam, mas que mesmo assim ela teima em esconder. Tem olhos castanhos e grandes, que destacam-se de uma maneira positiva em seu rosto levemente maquiado. Isso faz com que os homens olhem para ela de maneira diferente, faz com que leve cantadas, mas ela não acredita nelas e os ignora.
Certo dia um homem, lindão diga-se de passagem, ficou hipnotizado por ela demorando a passar suas compras pelo seu caixa. Ele tentava puxar assunto, saber mais dela e ela esquivava-se dele. O homem deixou seu cartão e pediu, não implorou, para que ela ligasse para ele para que pudessem se conhecer melhor, mas o cartão foi parar na lixeira sem nem se quer ser lido.
O problema é que no seu intimo Gaby era uma mulher fogosa, cheia de desejo, cheia de fantasias. Ela pega-se várias vezes acordando suada na madrugada depois de um sonho quente e louco com o homem dos seus sonhos. Que homem é esse? Pois ela nem sabe, só sabe que ele desperta nela os desejos mais loucos sexualmente falando.
Quando ela menos esperou o destino trouxe a ela quem sabe a resposta de seus indagações. Enquanto ela fazia seu intervalo e estava sentada do lado de fora do mercado ouvindo música percebeu que duas mulheres conversavam animadamente. Elas falavam de um certo psicólogo que estava fazendo sucesso na cidade. Ele era especialista em sexologia feminina, um profundo conhecedor dos mistérios sexuais das mulheres. Gaby ficou intrigada e esse assunto passou a perturba-la por dias até que ela decidiu saber que psicólogo tão especial era esse.
Ela conseguiu consulta só para a semana seguinte e imaginem a ansiedade que ela ficou em relação a essa consulta que além de não ser barata era um tiro no escuro, pois nem ela saberia como seria essa consulta ou o que conseguirei descobrir nela.
No dia da consulta Gaby chegou mais cedo que o horário marcado até para ter o oportunidade de observar o doutor antes de ser sua paciente. Ela surpreendeu-se com a elegância e o charme do psicólogo que adentrou o consultório. Dotado de um lindo sorriso ele cumprimentou a todos, olhou Gaby nos olhos e foi para sua sala. Logo a primeira paciente entrou para ser atendida, a próxima seria a Gaby. Ela sentiu um certo medo a princípio, pensou até em dar meia volta a continuar com sua vidinha sem graça e cheia de medos, mas decidiu que seria mais forte que isso e veria no que vai dar.
Logo o Dr Gabriel pediu para que a sua secretaria mandasse a Gaby entrar.
- Então Senhorita Gabrielly, entre e fique a vontade.
- Por favor, é Gaby.
- Certo Gaby. Relaxe e vamos conversar.
Ela estranhou a principio a maneira maliciosa com a qual o DR olhou para ela, mas certamente que isso mexeu com algo dentro dela e o DR Gabriel sabia que esse era o caminho.
- Agora vamos lá, me fale sobre você Gaby. Na sua ficha consta que é solteira, mas tem um filho já crecidinho, certo?
- Certo. - Gaby responde curta e grossa.
- Pois bem, então poderia eu dizer que és feliz com a vida que leva e que só veio me procurar por pura curiosidade, certo?
Ela nada respondeu e o DR deu um sorriso de satisfação.
- Gaby quero ajuda-la a libertar-se desta insegurança na qual você vive. Permita-me desvendar seus medos e ajuda-la a encontrar as respostas para as suas dúvidas.
Uma lágrima correu pela rosto de Gaby e o DR aproveitou-se disso para faze-la deitar em seu divã e vagar por suas lembranças e imaginações.

Era um dia quente de verão, final de expediente no mercado e hora de voltar para casa. Gaby estava exausta, mas também não estava a fim de ir para casa, queria algo novo, algo diferente. Foi quando percebeu um carro preto parado no estacionamento do mercado. Seus vidros eram fechados na película, o que dificultava e muito a visibilidade de quem estava dentro do veículo. Resolveu que era melhor afastar-se dele e então foi surpreendida por uma luz alta piscada em sua direção. Ela levou um susto e resolveu que seria melhor evitar a direção que levava ao carro. O problema é que quem estava dentro do carro não pensava igual a ela e resolveu segui-la.
Ela andava o mais rápido que podia, mas logo viu-se encurralada em uma rua sem saída. Encostada em um muro rezou a todos os santos para que a livrassem de todo o mau.
A porta do carro se abriu e então alguém desceu. Como os faróis do carro estavam ligados na sua direção Gaby não conseguia definir se era um homem ou uma mulher que estava vindo em sua direção. Mas ao passo que a pessoa se aproximava ficava mais claro que se tratava de um homem.
Ele era alto, negro e tinha os olhos tão pretos e lindos quanto o tom de sua pele. Hipnotizada Gaby acompanhou cada passo daquele homem em sua direção, mas sem sentir medo algum e sim excitando-se a cada metro rompido por ele em sua direção. Sentia-se febril e isso a deixou chocada, pois como poderia ela estar assim tão calorosa por um homem que ela nem saberia se a faria mau ou bem. Não conseguia raciocinar direito e só percebeu que tinha parado de respirar quando sentiu o corpo dele encostando-se no seu. Olhou fundo em seus olhos e suspirou, acreditando que já tinha visto aqueles olhos em algum outro lugar.
- Não me faça mau, por favor. - Suplicou ela, mas em sua mente as suas intenções eram a de que ele poderia fazer o que quisesse com ela, desde que a desse muito prazer!
- Farei o que você quiser mulher, desde que o prazer que eu te der seja o mesmo que eu receber.
Ela piscou algumas vezes diante do sorriso alvo e perfeito do delicioso homem parado em sua frente, na verdade grudado ao seu corpo. Antes dela raciocinar direito ele deu um beijo de tirar o fôlego em Gaby curvando o corpo da bela mulher em seus braços. Ela por fim permitiu-se sentir-se desejada.Ele carregou-a nos braços até seu carro, sentou-a no bando ao lado do motorista, deu a volta no carro permitindo a ela uma visão perfeita de todo aquele corpo perfeito, sentou-se ao seu lado e saiu em alta velocidade carregando-a para Deus sabe onde.
Parou de repente em uma rua que também não tinha saída, mas acionou um botão e um portão se abriu, parecia coisa de cinema. A excitação do momentos fazia Gaby tremer diante do desconhecido, e ele apenas sorriu percebendo a reação da mulher ao seu lado.
Entraram em uma garagem escura, mas que logo foi iluminada por luzes discretas nos cantos dela. Era tudo branco e ao fundo tinha uma escada que parecia levar ao andar de cima e era pra lá que eles seguiram assim que saíram do carro. A subida dos degraus das escadas eram certamente acompanhados a cada batida do coração de Gaby. Encontraram uma porta que parecia ser pesada de madeira e que ele na verdade facilmente a abriu para que os dois pudessem adentrar. Ela encontrou uma casa completamente diferente de tudo que já tinha visto. Além de ser tudo luxuosamente decorado era tudo muito claro, com um significado de paz indescritível. Gaby sentiu-se assim, em paz, pelo menos até perceber os olhares negros e quentes de seu sequestrador em sua direção. Engoliu seco, sentindo-se sedenta de tesão, o que a deixou perturbada por ser tão inusitado. Mas também o que ali não estava sendo inusitado?
Ele foi aproximando-se dela, passo a passo fazendo o corpo dela arder em chamas.
- Gostaria de tomar um banho? Posso providencia-lo se você quiser. - Ele todo solícito queria deixa-la a vontade.
- Seria uma boa ideia, por favor. - Ela queria um tempo para pensar e no banheiro quem sabe conseguiria fugir.
Enquanto andavam pela casa ela percebia o quão linda realmente era e o quão aconchegante também. Entraram no quarto e para sua surpresa ele não tinha a sobriedade do restante da casa, era completamente diferente. Suas paredes ostentavam quadros que revelavam corpos de mulheres nus ou semi nuas com perfeição. Eram lindos e assustadores, pois então ela passou a perceber que talvez tivesse realmente se metido numa grande encrenca. A cama com lençóis roxos e muitas almofadas eram convidativas, mas também a deixaram receosa.
- Bom, o negocio é o seguinte, o que você quer de mim afinal? - temerosa ela perguntou sem rodeios.
Ele observou cada compasso do coração da Gaby, analisou sua postura de defesa, a desarmou com um novo sorriso e aproximou-se com rapidez. Pegou-a novamente nos braços beijando-a com ardor e carregando-a para o banheiro espaçoso e branco que os aguardavam. Colocou-a no chão apoiada no console da pia e ligou o chuveiro. Para sua surpresa mais uma vez não tinha uma banheira, só um espaçoso espaço onde tinha um grande chuveiro. Ele então virou-se para ela e sem nenhum pudor a despiu. Após se ver nua ele a colocou no chuveiro que ele já tinha verificado a temperatura. A agua estava deliciosamente morna, numa temperatura muito agradável. Então começou o momento "baba baby" de Gaby. Seu cavalheiro misterioso começou a tirar peça por peça de seu vestuários revelando um corpo ainda mais perfeito do que ela esperava. Ele não era muito musculoso, mas era todo definido, do jeito que ela gostava e seu objeto de desejo era absurdamente excitante. Após terminar a seção de tortura com a Gaby ele entrou no banho junto com ela, pegou o sabonete e passou a ensaboar as mãos.
- Vou cuidar de você, então relaxe.
Ele tocou seus braços alisando-os e subindo até seu pescoço. Depois foi para a sua nuca e voltou para seu colo chegando a acariciar seus seios e fazendo Gaby gemer ao contato. Deu um sorriso disfarçado. Logo acariciou seu ventre e abaixou-se para prosseguir em sua peregrinação por lavar o corpo de Gaby. Lavou suas coxas, sua panturrilha, a fez colocar um pé de cada vez apoiado em sua perna para que pudesse acaricia-los. Depois olhou para cima a fim de encontrar o olhar de Gaby que estava extasiada de tanto tesão.
- Agora é a sua vez de cuidar de mim.
Ele levantou-se e entregou a ela  o sabonete para que ela começasse sua jornada por seu corpo. Ela segurava o sabonete sem saber muito o que fazer. Foi então que ele colocou os braços em volta da própria cabeça, dando assim livre acesso a ela para passear por seu corpo. Ela não se fez de rogada e começou a explorar o corpo dele. Cada músculo muito bem definido de seu braço, peitoral, abdome e claro, o seu membro completamente ereto foi convidativo a ela que não pensou duas vezes em segura-lo. Percebeu um gemido de prazer de seu homem e deu continuidade a sua massagem. Logo estava ajoelhada frente a ele e não conteve-se abocanhando-o com vontade.
- Que delícia! - Ele exclamou em alto e bom som.
Gaby satisfeita continuou com seu vem e vai excitando o seu homem. Quando a brincadeira estava ficando boa e ela percebeu que ele esta entrega a boca dele ele resolveu tomar conta da situação.
- Minha vez!
Então ele levantou uma das pernas dela e posicionou-se de uma maneira em que sua boca encaixasse perfeitamente. Gaby gemeu de prazer ao sentir a língua invadindo-a e deliciando-a. Gaby estava a beira de um orgasmo quando ele desistiu de sua língua e passou a usar suas mãos habilidosas. Ela nem conseguiu gritar com o toque pois entregou-se a um orgasmo intenso. 
Suas pernas estavam fracas, sua respiração irregular e ele estava vitorioso sustentando o corpo dela em seus braço. Começou então novamente a toca-la estimulando-a a uma nova seção de prazer e ela logicamente não se fez de rogada permitindo-se viver tudo aquilo. Quando ele percebeu que ela estava pronta novamente virou-a de costas para ele, encostando seus seios no azulejo frio da parede do banheiro, a sensação fez o corpo dela arrepiar-se e ele aproveitando-se disso penetrou-a com vontade.
Suas investidas eram fortes e Gaby estava mais uma vez a beira do orgasmo. Ele sabia como fazer e encaixava-se perfeitamente nela facilitando assim a dança de vai e vem que os dois corpos faziam em total sintonia.
- Tinha certeza desde o momento que te vi naquele caixa do mercado que nossos corpos se encaixariam perfeitamente. - Declarou ele diminuindo um pouco das suas investidas dentro dela.
- Mas quem é você? - Ela então lembrou-se de perguntar.
- Sou o homem que só quer te dar o que você tanto busca. - Ele fez uma pausa cheirando o pescoço dela. - Prazer.
E era tudo o que Gaby queria de verdade, alguém que desse a ela prazer, sem nenhum compromisso, sem falsas promessas, apenas pelo fato de desejar e ser desejada, nada mais que isso.
Gaby empinou sua bunda dando a ele a dica de que ela queria mais, muito mais.
Assim os dois continuaram uma, duas, várias vezes durante aquela noite suas buscas pessoais pelo prazer.

- Você esta bem Gaby? Quer um copo de água? - DR Gabriel perguntava aflito ao ver Gaby tão calorosa.
Ela custou a abrir os olhos, não querendo acordar do delicioso sonho que estava tendo, mas a realidade a chamou e foi inevitável. Mas para o alívio de Gaby ela não sentia-se mais tão frustrada ou amarga, ao contrário estava viva. Acesa para novas experiência, novas buscas e que quem sabem resultassem no que ela tanto procura, a busca insaciável pelo prazer.




Beijinhosss
Roberta Farig







12:22

3° Conto da Serie : "Desejos de Mulher" - Dança do prazer

Dança do Prazer


Dançar sempre foi a fascinação de Vânia que desde pequena fazia balé em uma academia de sua cidade. Ela cresceu dentro desta arte, vivendo cada momento e graças ao seu talento colhendo os frutos de sua linda performance e dedicação.
Mas o tempo passou e a vida então começou a cobrar responsabilidades novas e mostrar que chegava o momento em que ela precisava ser a mudança. Balé não poderia mais ser encarado como uma profissão e a faculdade era um caminho necessário, Artes era sua escolha.
Logo sua escolha ocupava praticamente todo o seu dia, por seu curso ser vespertino e ela teve que abandonar de vez a dança. Na faculdade ela passou a ter novos amigos, novas oportunidades e uma nova vida. O problema é que o amor pela dança não morreu e a vontade de voltar a dedicar-se a sua paixão apenas se intensificava cada vez mais. Foi quando numa noite de quinta feira Vânia foi convidada a ir a uma despedida de solteira de uma colega de faculdade e lá viu uma nova possibilidade. Para a sua surpresa a despedida não era composta apenas por stripers masculinos, mas também femininos, já que tínhamos colegas que eram adeptas ao carinho e amor de outras mulheres.
Ver aquelas mulheres dançando em torno de um pilar, mostrando seus corpos e sensualidade mexeu com a libido de Vânia que viu ali sua esperança em voltar a dançar. O problema seriam seus pais, eles jamais aceitaria que ela fosse uma striper. Um dilema passou a ser conflito dentro dela, dançar ou não dançar. Sondando-os eles deixaram claro que o tempo dela em se dedicar a dança tinha passado, que agora ela deveria dedicar-se a estudar e quem sabe um dia ensinar novas meninas e meninos a arte da dança. Mas isso era pouco para ela que desejava voltar a dançar e agora a usar seu talento para realizar-se e realmente se bancar. Ela resolveu se arriscar e deu certo, em partes.
O tempo passou e Vânia sentia-se cada vez mais sozinha, pois sua nova profissão a fazia manter sua vida em segredo total e absoluto. Não saía com amigos e não compartilhava seus problemas, medos e aflições com ninguém. Na faculdade se limitava a viver ali, o horario de aula, que para ela era muito prazeroso também, pois estudar a Arte estava sendo formidável. Já no meio noturno era conhecida como "mulher gato", pois esse era seu codinome. Ela era sensual e fazia os homens desembolsarem um bom dinheiro só para ver suas performances. Essa era sua vida, basicamente viver nas sombras de sua paixão por dançar.
Era mais uma noite de sexta feira, a casa estava lotada, tinha um noivo fazendo sua despedida de solteiro. Por um lado ela estava feliz, pois certamente seria uma noite de muitos agrados. Em contra partida, ao final do seu show ela voltaria para casa sozinha e sua vidinha solitária voltaria a acontecer. Mas essa noite algo mudou.
Ela entrou no palco e sentiu uma vibração diferente vinda da plateia e logo percebeu que tinha alguém especial sentado na plateia e isso fez seu coração bater descompassado. Um homem loiro, alto e dono de um sorriso arrebatador estava na beira do palco esperando a aproximação dela. Ela não perdeu tempo, com todo seu rebolado, charme e sensualidade se aproximou dele fazendo questão de mostra-lo que tinha o percebido. Ele não se fez de rogado e logo que ela se aproximou agarrou sua nuca e lascou um beijo na boca dela. Foi algo completamente inusitado e novo, pois em 3 anos de dança noturna ela nunca tinha sido beijada durante um show. Vania perdeu o controle e tomada por um desejo imensurável puxou seu "homem" para o palco. Ele entrou na dança e permitiu que ela dançasse apenas para ele. Ela requebrou em sua frente, acariciou o próprio corpo provocando-o e se sentindo desejada como a muito não se sentia. Mas como alegria de pobre dura pouco a música acabou e então o belo homem veio em sua direção antes que ela saísse do palco e disse.
- Valeu mulher, você é bem gostosinha. - Disse isso, deu um tapa na bunda de Vania, colocou uma nota de cem reais em sua calcinha e virou abandonando ela ali, completamente ofendida.
"Mas também o que eu esperava?" Pensava ela completamente enojada de si própria enquanto tomava um banho já em seu apartamento. Ela então passou a viver uma fase nova em sua vida, a fase do "eu não quero mais viver". Não tinha mais vontade de estudar, ia por obrigação e suas performances estavam decaindo de qualidade, o que estava colocando sua cabeça a prêmio no clube das Stripers.
Certo dia voltando da faculdade completamente alheia ao mundo em sua volta ela pegou o primeiro ônibus que passou em sua frente. Ela mora em um bairro mais afastado do centro da cidade. Longe de tudo mais foi onde ela conseguiu comprar seu primeiro apartamento. Quando ela nem percebeu um homem sentou ao seu lado e então ela passou a sentir-se observada. Teve medo a princípio, mas logo relaxou pois com um sorriso lindo ele a desarmou completamente.
- Olá. Não sei o por que deste ar de tristeza em um rosto tão bonito, mas esse é meu cartão. Vá me procurar para conversarmos, quem sabe eu possa te ajudar. - Ela pegou o cartão, ele sorriu e desceu no ponto seguinte.
Vania não sabia o que fazer, se cederia a tentação de saber o que aquele desconhecido tinha de tão importante para conversar com ela ou se continuaria sua vidinha sem sal. Resolveu que pior que estava não poderia ficar e decidida agendou um horário para a semana seguinte.
Já mais que ansiosa, aquela semana para Vania passou se arrastando, sendo que um sopro de esperança passou a banhar seu coração. No dia e hora marcado ela estava sentada na sala de espera do consultório do misterioso Dr Gabriel. Logo que a porta se abriu ela teve vontade de sair correndo sem olhar para tras tamanho o medo que ela estava sentindo. Mas foi vencida pelo lindo sorriso do Dr assim que abriu a porta e chamou por seu nome.
- Sente-se Vania e relaxe, nós só vamos conversar um pouco. - disse o Dr e ela continuou calada.
Ele ficou observando-a por alguns instantes e isso deixou-a ainda mais incomodada, ela resolveu falar.
- Ainda não sei o que vim fazer aqui. - ela estava nervosa. - Na verdade devo estar louca, só pode.
- Não Vania, você não esta louca e se não sabes o por que de ter me feito essa visita então vamos descobrir juntos.
Ele terminou de falar e muitas lágrimas passaram a brotar dos olhos de Vania e muito sábio o Dr manteve-se calado, permitindo a ela esse momento de extravasar. Quando ela se calou olhou-o nos olhos com vergonha, mas o profissionalismo dele a fiz sentir-se bem.
- Vania não é feio ter problemas até por que isso é apenas a vida, o real problema é você fugir da vida. - fez uma pausa para ela respirar. - Agora vamos lá, me conte um pouco sobre sua vida.
Assim ela fez e pouco a pouco, entre sorrisos e lágrias ela contou sua vida até aquele momento e depois eles passaram a conversar sobre o que ela gostaria de viver no futuro.
- Vania, vamos tentar uma coisa. Você se manterá de olhos fechados e vai vagar em seus pensamentos, buscando o ideal de vida para você. Se isso tornar-se muito distante ainda busque algo que você desejaria conquistar hoje. E assim ela fez, concentrou-se no que para ela nesse momento poderia ser sua salvação, o verdadeiro motivo de ser feliz.

Era mais uma noite de trabalho na boate, e mais uma vez Vania sentia-se desmotivada a fazer seu tradicional show. Olhou-se no espelho e percebeu um brilho diferente em seu olhar e algo dentro dela disse " sorria, hoje sua noite vai ser especial". Ela então resolveu fazer o seu espetáculo que ela mais gosta, chamado estrela. Vestiu um colam dourado todo rendado e transparente, uma sandália também dourada toda de tiras que iam até o joelho. Prendeu seu cabelo com um rabo de cavalo bem no alto, o que valorizava muito seu rosto e seus seios e então sentiu-se especial. Antes de subir ao palco pediu para que o DJ tocasse uma música sensual e romântica, passou a desenvolver seu número conforme a música tocava. Logo que a sua performance começou sentiu-se observada, mas de um jeito diferentes, um calor a aquecia e vinha de uma mesa em frente ao palco. Ela continuou dançando, pois esperava a promessa de uma noite especial. No meio do número, e pela primeira vez completamente distraída do público que a observava e a ovacionava, sentiu uma mão tocar a sua e um arrepio percorreu seu corpo na velocidade de uma corrente elétrica tirando toda a sua concentração. Quando ela percebeu estava nos braços do homem que a segurou enquanto ela caia após perder o equilíbrio. Ela olhou em seus olhos e entendeu que eram deles que vinha o calor que ela tinha sentido no palco. Ele nada disse a ela, apenas a tirou daquele lugar trazendo em seu olhar a promessa de que ela nunca mais voltaria a aquele lugar. Vania não sentiu medo, sentiu-se emocionada, pois no fundo era disso que ela precisava, de alguém que a salvasse do buraco que foi feito em decorrência da escolha que ela fez no passado. Eles logo estavam em um quarto, ao que parecia um motel. Ele tirou ela de seus braços, colocando-a em pé ao lado da cama e se afastou para observa-la mais uma vez. Nesse momento Vania sentiu-se insegura. " Será que eu estava contando vitória antes do tempo?" Ela se perguntava. Ele percebeu, ao que parece ele lia seus pensamentos e foi se ajoelhar a seus pés. Olhou para ela de baixo para cima e esse olhar era de suplica, de medo, de dor.
- Vania, seja minha? - pegou-a de surpresa - seja apenas minha e para sempre.
Tomada pela emoção ela ajoelhou-se também e o olhou nos olhos, olhos esses marejados.
- Por que eu?
 - Tem que ser você. - ele respondeu rápido - não existe um porque nem um para que, só tem que ser você.
Dito isso ele fez com que ela se levantasse e sentou-a numa poltrona no canto do quarto. Afastou-se indo de encontro ao controle remoto e colocou um fundo musical digno de um filme de romance. Voltou a aproximar-se retirou sua própria blusa revelando um peitoral escultural e ajoelhou-se novamente aos seus pés. Com delicadeza retirou uma das sandálias e beijou seu pé, algo muito intimo e completamente desconhecido a Vania, mas que a fez suspirar. Feliz com a resposta da bela mulher ele fez o mesmo com o outro pé, extraindo risadinhas da bela dama. Então foi subindo lentamente pelas pernas dela, massageando-a, tocando-a e desvendando-a pouco a pouco de uma maneira tão sensual que Vania sentia-se a beira de um orgasmo. 
- Você nunca foi tocada assim, não é verdade? - ele questionava e ela nada falava, ele tinha a resposta dela sem palavras. - Que pena, mas nada esta perdido. Sinta.
Então ele adentrou com seus dedos sem nenhum pudor sua intimidade e passou a provoca-la da maneira mais deliciosa possível. Ela no primeiro momento sentiu-se invadida, mas a deliciosa sensação fez com que ela deixasse qualquer principio de lado e se entregasse a aquela deliciosa investida. Vitorioso ele deu uma leve gargalhada e aproximou seu rosto do dela, mas sem tirar seus dedos de onde estavam.
- Não tenha medo de sr feliz, por que é apenas isso que eu quero fazer com você.
Ela não entendeu o real sentido do que ele falou. Se seria só aquele momento, aquela noite e acabou ou se ele a faria feliz para sempre. Mas resolveu que não era o momento de questionar e deixou-se levar por suas palavras.
- Só me faça feliz, então.
- Seu pedido é uma ordem minha linda. 
com as duas mãos ele agarrou sua cintura e a levantou deixando-a frente a frente, corpo a corpo com ele. Suas mãos mais uma vez mostraram-se hábeis e com agilidade retiraram ou rasgaram ela nem sabe, toda a sua roupa desvendado a beleza real de todo aquele corpo.
- Muito mais linda do que eu imaginava, deliciosa eu diria. 
O ego de Vania foi ao céu, afinal ela sentia-se linda, claro e sabia que era, mas ouvir isso da boca daquele que a comia com os olhos estava sendo a glória.
- Devore-me! - ela disse sem nem acreditar no que tinha dito.
- Mais uma vez... que seja feita a sua vontade.
Sem cerimonias ele colocou-a contra a parede que estava próxima a ele e suas mãos agarraram sua nuca aproximando o máximo possível, ou impossível, suas bocas, quase transformando-as em uma só. Beijo era pouco, era algo mais intimo, mais deliciosamente dolorido que os faziam gemer de prazer. Vania se via a beira de um orgasmo a todo momento e ele pareceu perceber pois liberou uma das mãos para que voltassem a tortura-la. Não demorou muito e ente gemidos e beijos Vania teve seu orgasmo mais gostoso. Sentiu-se fraca e foi mais uma vez aparada pelo homem que a acabara de leva-la ao ponto máximo do prazer.
- Descansa um pouco, mas fique sabendo que ainda não acabou e esta longe do fim. - disse ele enquanto acariciava seus cabelos após tê-la deitado na cama. Essa nova promessa a fez reacender e num impulso totalmente inesperado para ambos ela jogou-se em cima dele.




- Então, agora é minha vez de me divertir. - e ela sem esperar resposta dirigiu-se a calça dele que ainda esta no lugar mas completamente apertada por sua ereção considerável. Retirou-a sem muita dificuldade, claro que auxiliada por ele e caiu, literalmente, de boca em seu membro grosso e ereto. Começou então a suga-lo e massageá-lo com a sua boca completamente feliz por ouvir sonoros "que delícia" ou "assim mesmo" entre gemidos de prazer. Quando ele percebeu que estava também chegando ao precipício de seu orgasmo afastou a boca dela de seu membro e o substituiu pela sua boca na dela. Então agarrou-a em seu colo e encaixou os corpos magicamente. Num ritmo frenético eles dançaram juntos, uma dança erótica e sensual que os fazia delirar de prazer. Logo Vania se viu a beira de outro orgasmo e resmungou contrariada. "Shiu" ele disse agora devorando um de seus seios com a boca e estimulando o outro com a mão, mas agora permitindo a ela dar o ritmo de seu próprio orgasmo. Ela não se fez de rogada e no ritmo certo ela gozou, mais uma vez. Sem perder tempo ele colocou-a de quatro na cama, com a bunda literalmente enterrada nele e ali manteve um ritmo de estocadas loucamente delicioso, fazendo Vania sentir-se mais uma vez exitada ao ponto de mais uma orgasmo, mas desta vez eles teria-os juntos.
Gozaram, ele mesmo parecia não parar mais de gozar, como se tivesse tendo vários orgasmos juntos e Vania permitiu-se seguir o mesmo e gozou, nem ela sabe mais quantas vezes ou se foi tão intenso que pareciam muitas.
Entregaram-se ao cansaço e dentaram um ao lado do outro até adormecerem sem nem ao menos ela saber seu nome.

- Vania, esta de volta? - era Dr Gabriel chamando Vania a realidade.
Ela custava a abrir os olhos, pois não queria sair daquele maravilhoso sonho.
- Pelo que pude perceber progredimos muito em apenas uma seção, não é verdade?
Ela despertou por não entender o que ele tinha dito.
- Como assim Dr?
- Fácil querida. A chave para os seus medos é apenas amar e ser amada pelo que você realmente é, e não pelo que aparenta ser. Você vive uma fantasia constante, mascarada por seu medo de não ser aceita e com isso afasta pessoas de você, por isso sente-se tão só.
Vania já mais consciente passou a entender a linha de raciocínio do Dr Gabriel e o olhou nos olhos, reconhecendo neles o olhar quente que a seduziu minutos atrás.
- O senhor pode estar certo, mas acho que ainda precisarei de mais seções de terapias!
Ciente da direta que acabará de levar, Dr Gabriel apenas consentiu com a cabeça e despediu-se, deixando a ela o livre arbítrio de voltar a procura-lo ou não, mas sabendo que ela seria uma nova e misteriosa paciente em sua vida e certamente ou quem sabe, o ajudaria em seu conflito amoroso pessoal.



Beijinhos
Roberta Farig




13:39

2° Conto da Serie "Desejos de Mulher" - Vencida pelo prazer

Vencida pelo prazer.


Depois de alguns livros e matérias o masoquismo no sexo e todo esse novo mundo passou a ser visto com outros olhos, mas ainda sim é bem polemico. Para a Katy o masoquismo no sexo é sinônimo de prazer. Uma mulher independente que sempre viveu sua vida lutando por seus objetivos sozinha, sem jamais ter precisado de um homem ao seu lado a ajudando a ser feliz. Como ela mesma diz, "homem só sob o meu comando, seja na cama ou na lama".
Ela é uma arquiteta famosa que é acostumada a lidar com homens durante todo o seu dia, sendo eles subordinados a ela. Sempre impondo respeito em seu local de trabalho nunca permitiu que um de seus empregados ultrapassassem qualquer limite de respeito para com ela.
O problema é que agora a coisa mudou e seu controle total esta ameaçado por seus desejos escuros.
Uma nova obra foi destinada a supervisão de Katy e ela entusiasmadíssima aceitou o desafio. É uma casa no campo, cerca de duas horas afastada da cidade de Caçapava, interior de São Paulo, que é onde ela mora. A casa é de um médico muito conhecido pela família dela e fica na cidade de Paraibuna. Foi herança de família e agora como este medico já alcançou uma certa idade, procurou a Katy para que ela pudesse deixar a casa confortável para hospedá-lo.
Ela achou por bem não levar sua equipe de obras até a cidade, ciente de que tornaria-se caro hospeda-los. Claro que isso a deixava incomodada, pois conhecia muito bem o trabalho de sua equipe e confiava muito nele. Mas como esse projeto já estava sendo um desafio a ela por vários motivos achou por bem desafiar-se ainda mais.
Katy anda em uma fase muito confusa de sua vida, onde o conflito entre sua idade e estilo de vida andam a perturbando. Ela acaba de completar 35 anos, e destes dedicou mais de doze anos na pratica de uma opção sexual muito peculiar, o sadomasoquismo sexual. Assim que Katy entrou para a faculdade de Arquitetura e Urbanismo descobriu junto com os números e projetos, o amor. Ela se apaixonou no primeiro dia de aula por um misterioso colega de sala que a seduziu com o primeiro olhar. Victor era o tipo de homem que captava uma mulher apenas com o olhar hipnotizando-a e levando-as para o seu mundo peculiar.
Victor era um adepto ao BDSM e seguia a risca o que seus extintos totalmente voltados para a realização do prazer com dor o estimulavam. As mulheres eram tratadas por ele como servas do prazer e ele usava e abusava delas por um tempo, o suficiente para extinguir do coração delas o sentido do amor no sexo e obriga-las e tornarem-se seguidoras de sua saga masoquista. Ele não era uma pessoa ruim, apenas era um homem que não acreditava no amor e só se tornava sua submissa aquela que quisesse.
Pois bem, Katy resolveu que valia a pena tentar, até por que ela acreditava que conseguiria faze-lo mudar de ideia. Ledo engano. Foram alguns meses sendo submissa dele, mas o suficiente para que ela fosse mais uma adepta ao BDSM completamente desacreditada do amor. Na verdade Katy criou uma certa resistência a homens, onde ela passou a encara-los como seus submissos em todos os momentos de sua vida, sem deixar-se comandar por nenhum deles.
A única diferença de Katy para Victor é que ela não mantinha um relacionamento sexual longo com nenhum dos homens que se submeteram a ela. "O seguro morreu de velho" - dizia ela temerosa de que um envolvimento pudesse trazer a ela o sofrimento do passando quando tinha se apaixonado por Victor e ele mostrou da pior maneira de que amor não existe. Na verdade ela acredita no amor, só tem medo dele.
O problema é que agora ela tem sentido-se muito só, poucas amigas a restaram, sua família foi se reduzindo e ela percebeu que não é adepta a solidão. No fundo ela achava que isso era apenas uma crise e que logo passaria, mas seu intimo teimava em mostrar que não, que sua vida estava prestes a mudar.
Essa nova obra certamente iria fazer bem a ela, novos ares, novas pessoas e quem sabe novos submissos, isso sim a deixava exitada.
A nova cidade parecia bem pacata, uma tipica cidade de interior onde todos se conheciam e sabiam da vida de cada um dos moradores. Isso não era bem o que Katy queria para sua vida, ter pessoas bisbilhotando sobre sua intimidade, mas não deu importância. Seriam apenas quinze dias e então ela voltaria a sua vida louca e dominadora.
Ela contactou um amigo de faculdade que era morador da cidade para que ele a auxiliasse a conseguir mão de obra qualificada para seu trabalho na cidade. Ele a ajudou dando a ele o nome de um empreiteiro muito conhecido por seu excelente trabalho na cidade.
- João eu preciso que tudo fique pronto em no máximo quinze dias, você acha que consegue? - Katy estava com o empreiteiro apresentando a ele a planta do projeto de reforma e revitalização da casa.
- Sem problemas Sra Katy, tenho três homens disponíveis no momento e que ficaram a sua inteira disposição.
João indicou para a obra seu filho Fabio e mais dois funcionários, Tyler e José. Altiva ela deu todas as recomendações a eles na frente do empreiteiro dizendo que obediência era um ponto crucial para que eles fechassem negocio e todos concordaram que seria corretos em seu trabalho. Antes de se despedir para que no dia seguinte começassem as obras ela resolveu olha-los com outros olhos e percebeu que entre eles existia um homem que mexia com seus instintos, o José. Um homem que exalava sexo por seus poros. Alto, moreno queimado do sol, mas com o cabelos claros, seus olhos eram esverdeados, o que dava um ar de mistério e sua boca era a mais carnuda que ela já tinha visto. Uma beleza exótica e completamente rara, o que a instigou mais ainda. Respirou fundo para não exercer ali mesmo seus poderes de dominação afinal não era essa a intensão dela principalmente em se tratando de uma cidade de interior onde todos ficavam sabendo de tudo. Ela sonhou a noite toda com José e não foi o que ela esperava, pois ela era a dominada por ele. A ideia fez com que ela repensasse em sua maneira de encarar o sexo e quem sabe o amor.
Durante toda aquela semana as obras andaram como o esperado e todos estavam ficando satisfeitos com o resultado. Fabio sempre era quem mantinha contato com Katy sempre muito solicito e até atirado demais, mas não conseguiu atrair a atenção dela que estava toda voltada para o José. Para surpresa de Katy ele poucas vezes olhava para ela, apenas uma das vezes em que ela ficou hipnotizada olhando-o foi que eles trocaram olhares, mas ele a rejeitou. Ao final da obra Katy descobriu que o homem não era tão perfeito, não para ela por ser recém casado e sua esposa estar grávida quase a ponto de parir.
Assim que o trabalho terminou, e ficou tudo perfeitamente lindo, ela não contou tempo e retornou a sua casa e para sua vidinha de sempre. Nada mais parecia como antes, pois o amor parecia ter brotado novamente no coração da Katy. Ela não entendia o por que, afinal tinha sido apenas mais um homem, o problema é claro, é que pela primeira vez em muito tempo ela foi rejeitada. Isso trouxe a ela lembranças do passado e traumas escondidos em seus mais íntimos sentimentos.
Foi então que ela resolveu buscar alguém que a ajudasse e foi então que ela buscou na internet e encontrou o site muito básico e sucinto do Dr Gabriel, um especialista em sexologia. Ela ficou meia desconfiada, pois talvez não saberia como confidenciar a ele seus segredos mais íntimos, mesmo assim resolveu tentar.
Foram necessárias mais de duas seções de terapias para que ela pudesse se abrir e pouco a pouco contar sua triste e sensual história de vida envolvendo sexo, masoquismo e amor. Ela o achou sensual e mil coisa passaram a tornar-se parte de sua imaginação durante a segunda seção.
- Agora Katy tente relaxar, vamos buscar dentro de você a alternativa para que você possa resgatar dores do passado e transforma-las em força para o que esta por vir. E quem sabe conseguiremos que seus traumas sejam esquecidos.
Katy então se entregou e seus sonhos mais íntimos, onde ela deixa de ser a masoquista para ser a submissa.



Ela estava sendo levada para algum lugar desconhecido pelo homem que tinha roubado seu coração. Ele era lindo, alto e forte, alem extremamente intimidador, o que deixava ela excitada e amedrontada. Ele era a copia fiel fisionomicamente do Dr Gabriel, mas parecia mais bruto, menos carinhoso.
- Onde você vai me levar?
- Não tenha medo mocinha, eu apenas quero te mostrar como é bom ser controlada, ao invés de ser controladora.
Nada mais ela teve coragem de dizer, apenas se rendeu a ansiedade do que estava por vir.
Chegaram em uma fazenda que parecia abandonada. A casa é gigante, mas para sua surpresa eles se dirigiram para o paiol nos fundos. Um lugar muito rustico, muito simples, mas todo iluminado por velas, ao que parece um lugar pronto esperando pela noite que estava começando.
- Entre e sente-se ali. - Ele apontou para a cadeira no canto do paiol.
Ela se sentou, mas sentiu-se intimidada por isso, afinal não estava acostumada a seguir ordens. O lugar tinha sido realmente preparado com um tule que descia do teto dando a impressão de uma cortina transparente em volta de uma cama improvisada.
Ele foi pouco a pouco despindo-se na frente dela, não deixando em momento algum de trocar olhares com ela. Aquilo era mais que excitante, era enlouquecedor. Ela sentia vontade de tocar nele, de poder usufruir daquele momento de perto, mas foi torturada a distância.
- Esta sedenta mocinha? Bom, essa é a minha ideia, deixar você no seu limite. Não é isso que gostas de fazer com seus submissos? Pois bem, agora é a minha vez.
Katy foi pega sem esperar por seu ponto fraco. Ela deu uma gargalhada pensando. - imagina se eu serei submissa de homem algum - . Ele a olhou sério, demonstrando que não estava brincando.
- Não achas que estas exagerando? Afinal não é uma tarefa fácil fazer-me de submissa.
- Ai que você se engana. - Ele disse dando uma sonora gargalhada sinistra.
Qualquer um sentiria medo nesse momento, mas ela ficou com ainda mais tesão.
- Pagando para ver. - Provocou Katy.
- Pois então ficarei rico e você paupérrima.
Ele foi caminhando lentamente até ela apenas de cueca box preta, mas antes pegou algo dentro de uma caixa que estava em cima de uma prateleira. Eram algemas.
- Estique seus braços. - Disse ele em tom de ordem, mas Katy negou-se a aceitar. - Eu mandei você esticar seu braço Katy. 
O tom ameaçador era exitante e ela não conseguiu conter-se. Levantou-se olhando em seus olhos e o desafiou.
- Ninguém manda em mim.
Pois ela não terminou de falar e ele envolveu-a em seus braços, fazendo uma manobra virando-a de costas para ele com as mãos para trás e em um clic ela estava presa por algemas.
- Moça teimosa eu gosto muito, é um desafio a mais para mim. - Disse ao pé de seu ouvido e mordeu de leve a ponta de sua orelha.
Arrepios percorreram o seu corpo e ela então percebeu que estava perdida ao mandos e desmandos desse homem tão másculo e sedutor.
Pouco a pouco, como tortura, ele foi tirando sua roupa. começou pelo sapato, depois tirou uma alça do vestido, e outra deixando-a apenas de lingerie. Logo ele começou a massagear o corpo dela começando pelos ombros, costas, bunda coxas até chegar aos pés. Então ele voltou sua caminhada por entre suas pernas e acariciou-a onde ela mais ansiava.
- Ahhhh - Ela gemeu e ele deu um leve tapa na sua bunda.
- Quieta. - Disse ele mais uma vez desafiador. - Prometo dar-te prazer mais deves ficar calada e abster-se a falar apenas quando eu mandar, entendeu?
Ela negava-se a aceitar isso, completamente dividida entre a ira e o tesão.
- Eu perguntei se você entendeu?
- E se eu disser que não? - Ela não conseguia se conter.
- Ai terei que te mostrar que quem manda realmente aqui sou eu. 
Não aceitando ela virou-se para encara-lo e foi surpreendida por um beijo quente e desejoso, que a fez perder o folego.
- Sente-se!
Ela não se atreveu mais a falar, conteve-se a deliciar-se com tudo que estava por vir e depois pensar no que fazer para vingar-se. Foi despida completamente, mas não teve vergonha, até por que é dona de um corpo escultural e ele literalmente babou ao observa-la.
Ele invadiu-a com seus dedos habilidosos e ela abriu as pernas sem medo algum facilitando seu acesso a ela. Ele sorriu vitorioso e pela primeira vez ela estava amando ser vencida. Seus quadris passaram a dançar conforme o ritmo de seus dedos e uma emoção nova passou a pairar entre eles. Eles encaravam-se e logo não conseguiam mais resistir a apenas isso. 
Eles se agarraram como se não mais conseguissem manter-se afastados e beijaram-se com um desejo intenso e quando perceberam já estavam conectados um ao outro num ritmo frenético. Ela sentada em seu colo enquanto ele estava sentado no chão do paiol sob cama de palha improvisada que estava no chão.
- Você é um perigo, e eu adoro correr riscos. - Declarou ele enquanto tomava folego.
- Eu sei fazer valer a pena, Vitor. - Declarou ela vitoriosa e desta vez ele não se atreveu a contestar.
Eles tiveram um orgasmo perfeito no estilo "papai e mamãe" mas digno de um filme erótico, tamanho o desejo transmitido por eles durante toda a relação sexual.

- Acabou nosso tempo por hoje Katy, mas acho que desta vez foi bem proveitoso, não acha?
Ela foi retirada de seus mais íntimos pensamentos pelo Dr Gabriel. Estasiada ela passou a perceber que sua maneira de viver a vida sexualmente não estava totalmente errada, mas que ela deveria a partir de agora permitir-se mais.
- Sim Dr Gabriel, foi a melhor terapia que já tive e certamente não precisarei mais dos seus serviços.
Ele a olhou assustado, mas logo percebeu por ela estar suada e completamente sem folego que seus conselhos e jogos tinham dado certo para mais uma paciente. Pena que com sua mulher ele realmente não conseguia um melhor resultado. Mas sua pesquisa sobre os segredos ocultos das mulheres continuava, e ele não desistiria assim tão fácil de conseguir descobrir um meio de satisfazer sua insaciável mulher.


Beijinhossss
Roberta Farig



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